Os atalhos para chegar ao candidato ideal #matériajornal

 

 

 

JULIANA BUBLITZ

juliana.bublitz@zerohora.com.br

 

Imagine o prefeito como um síndico. Agora pense no vereador como um despachante. As comparações são simplistas, mas podem ajudá-lo a cumprir uma tarefa complexa: escolher o candidato certo. Para auxiliá-lo na missão, especialistas consultados por ZH elencam um conjunto de fatores aos quais será preciso estar atento a partir da próxima sexta-feira, quando começa a disputa eleitoral no Brasil.

 

Mas o que o síndico e o despachante têm a ver com isso? De um síndico, esperam-se noções mínimas de gestão. De um bom despachante, capacidade de representar o cliente e resolver pendências. Eles não precisam, obrigatoriamente, exibir um diploma ou um anel de doutor, mas devem ter espírito prático e trajetória irretocável.

 

Ao escolher seus representantes para o paço municipal e a Câmara, lembre-se de levar esses aspectos em conta. São o primeiro passo para uma decisão acertada.

 

— O prefeito é um administrador, um gerente. É importante que tenha alguma experiência na área, em cargos públicos, empresa, ONG ou clube de futebol. O bom vereador é aquele que cuida da sua praça, que conhece o seu bairro e suas demandas — resume o cientista político Valeriano Costa, da Unicamp.

 

Depois de estudar o histórico e o currículo dos concorrentes, reserve um tempo para conhecer suas propostas e compará-las. Dê preferência a quem apresentar o plano mais detalhado, realista, factível e consistente. Grandes ideias são atrativas, mas de nada adianta se você perceber que dificilmente sairão do papel.

 

Por fim, não se esqueça de que conteúdo não é tudo. Avalie a forma, isto é, o modo como o escolhido age, e fique atento ao marketing. Se ele tiver baixa escolaridade e dificuldades com o português, que seja franco e não tente parecer o que não é.

 

— Autenticidade é tudo. A imagem da pessoa deve estar em equilíbrio com o seu histórico de vida — diz a especialista Gil Castillo, das associações Brasileira e Latino-Americana de Consultores Políticos.

 

Outra dica para fugir de armadilhas é acompanhar entrevistas e debates. Preste atenção no argumento e no comportamento. Com a experiência de quem já atuou em 60 campanhas, o consultor Aurízio Freitas tem uma tática infalível:

 

— Observe se o candidato consegue suportar a pressão de um debate duro e manter o equilíbrio. Se não tiver condições emocionais, como vai conseguir governar?

 

Para terminar, não deixe a escolha para a última hora. A partir de sexta-feira, você tem três meses.

 

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Fonte: Publicado no Jornal Zero Hora, edição de 30/06/2012.

(http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/politica/eleicoes-2012/noticia/2012/06/os-atalhos-para-chegar-ao-candidato-ideal-3807095.html)

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