Marketing: das empresas para a política #artigo

21.04.2012

 

O marketing, definido atualmente pelo mestre Philip Kotler como “a ciência e arte de proporcionar valor para satisfazer os desejos e as necessidades dos vários públicos-alvo, alcançando os resultados projetados com rentabilidade”, é originário da ciência econômica e surgiu no início do século XX com o objetivo de garantir o escoamento da produção industrial.

 

Ao longo do tempo o marketing modificou-se radicalmente incorporando a responsabilidade social, cultural e ambiental garantidas, sobretudo, pela ação dos movimentos sociais, dos movimentos de consumidores e da imprensa. Dando resposta aos ‘desejos e necessidades’ sociais, o marketing avançou conforme os valores da sociedade avançaram.

 

A resposta a “desejos e necessidades”, essência do marketing, além de ser uma premissa utilizada em relação aos produtos e serviços empresariais, passou também nas últimas décadas a ser utilizada no planejamento do setor público, das entidades filantrópicas/sociais e de organizações voltadas à cultura e ao meio ambiente.

 

Não demoraria muito para essa premissa chegar e se consolidar no mundo da política. Em 1978 o mesmo Kotler descreve, com casos práticos, o “Marketing dos partidos políticos”, um capítulo de seu “Marketing para organizações que não visam o lucro”, um livro clássico e obrigatório. A eleição, momento especial da política, naturalmente seria afetada por esta movimentação.

 

Contar a história do marketing e sua conexão com a política é importante para desmistificar o seu uso nas eleições. Marketing não existe para criar liderança política onde ela não existe, nem para fabricar candidatos ‘biônicos’ ou fazer propaganda enganosa. No máximo, potencializa aquilo que o candidato já traz consigo. O marketing é um instrumento para unir demanda e oferta: de um lado o que a sociedade deseja e necessita; do outro o candidato com seu perfil bem definido, sua trajetória, suas propostas.

 

Aquele candidato que dentre os concorrentes melhor represente as expectativas, pensamentos, valores e aspirações da população vencerá as eleições. No resultado eleitoral está expressa a vontade da maioria. O marketing na eleição atua para construir esta maioria, buscando conquistar apoios e somar os diversos grupos e opiniões. Funciona, portanto, como ferramenta democrática. 

 

Para atingir o objetivo da vitória nos municípios, dos mais diversos tamanhos e perfis, as campanhas eleitorais contam com profissionais de pesquisa de opinião, propaganda, relações públicas, fonoaudiologia, direito eleitoral, internet, Rádio, TV, dentre outros. Integrando todas as ações está o marketólogo ou consultor político.

 

Hoje já está consolidado que quanto mais competitiva é a eleição maior a necessidade do marketing como diferencial.

 

Aurizio Freitas, Consultor Político

 

 

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Fonte: Publicado no Jornal O POVO(CE), edição de 21/04/2012.

(http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2012/04/21/noticiasjornalopiniao,2825108/marketing-das-empresas-para-a-politica.shtml)

 

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